terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quando o céu toca o chão


Sei bem que a expressão “acordar com o pé esquerdo” é usada para caracterizar um dia em que tudo dá errado. Enviarei futuramente uma sugestão para a Academia Brasileira de Letras para que haja uma graduação dessa comum expressão, como se fosse uma espécie de grau superlativo. Eu poderia sugerir algo como “Estamos operando para o melhor funcionamento do seu lado direito hoje, por favor, aguarde e enquanto isso utilize todo o seu lado esquerdo, assim, tudo dará errado e você terá um péssimo dia. Obrigado, cérebro”. Creio que esse termo seriado mais adequado em dadas situações do cotidiano. Por exemplo, criem uma imagem hipotética, (apenas hipotética, não necessariamente teria que acontecer na vida real – mentira) de semana de provas e acrescentem falta de luz, brigas, trânsito caótico, fila do elevador, 6 andares de escada para serem desbravados com pouca propensão para atividades físicas e abordagem de professores no banheiro. Pronto, bem-vindos a uma terça-feira chuvosa em que tudo, ou quase tudo deu errado.

 Acho que depois de finalmente ter conseguido cumprir com meus objetivos e tarefas, devo ter tido alguma uma espécie de sobrecarga de adrenalina, se é que isso existe. No mundo em que a única questão que não pode cair na prova cai mesmo assim, que chove e te deixa com frio na Sibéria carioca vulgarmente chamada de Gávea, que a alergia ataca e te torna mais nervosa; ainda existe finais de tarde magníficos capazes de fazer tudo evaporar, tal como a água na chuva que a pouco havia inundado o meu dia.

Finais de tarde na Lagoa, em que o Sol te abraça, o ônibus demora a passar e o modo aleatório do ipod escolhe as melhores músicas possíveis, te fazem ver que a vida não é um emaranhado drama mexicano e andares infinitos a serem subidos de escada. A vida também é ‘let it be’ no ônibus cheio. E te diz, como na canção, palavras de sabedoria sobre deixar as coisas como estão e aproveitar a viagem de volta pra casa.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sobre a certeza da incerteza


A maioria das pessoas que dizem estar perdendo o controle de suas próprias vidas ou são velhas, ou frustradas ou os dois. A ideia de 'eu só vivo a rotina, nada a mais, nada a menos que isso' me parece algo voltado apenas para quem não gosta lá muito de viver. Mas e quando essa experiência exterior a você se torna algo pessoal? Eu sei que esse sentimento de inutilidade perante o mundo não é algo particular, mas a maneira que você age em relação a ele é.
Acordar, comer, manter conversas pouco agradáveis, estudar, pegar ônibus lotado, ouvir as mesmas bandas... Todos os dias são exatamente assim. É tão mais fácil simplesmente continuar fazendo as coisas! Como disse um dos meus trocentos professores da faculdade, 'rotina é algo que deu certo e por isso repetimos'. Mas e o que pode dar certo e não está claro e explícito? Por que somos tão aversos a mudanças?
Nunca acreditei muito nas leis da física. Aliás, acho Newton um dos caras que mais ferrou com a minha vida (pior até que os meus ex-peguetes do mal). Mas, preciso mesmo com toda a minha ignorância no que diz respeito as leis da física, concordar com esse bastardo maldito. Inércia -  é sobre isso que esse pequeno texto se trata. A maneira como precisamos de um ‘empurrãozinho’ para nos movimentarmos, porque senão não saímos da velocidade nula é uma das verdades que Newton, um cientista natural, notou e que se aplica muito mais as ciências socias. Ou estamos em contínuo movimento impulsionado por forças além de nós, ou ficamos na estaca zero.  
E aí surge a problemática do movimento incansavelmente repetitivo. E a tendência é piorar. A não ser que você seja um daqueles chatos extremamente meticulosos e apegados a mesmices, e goste disso. Em um certo ponto tenho uma característica em comum com essas pessoas, sou bem chata (Já que nunca me comprometi a ser uma pessoa mais legal e melhor no meu círculo social, que assim seja. Sou chata e com muito orgulho disso). Parênteses à parte, a rotina de todo não me agrada muito. Também, difícil encontrar algo que me agrade completamente.  Enfim, o que quero dizer é que as rédeas das nossas vidas não podem estar completamente fora do nosso alcance. O desejo de mudança é, geralmente, acompanhado de receio. Mas é bom desconfiar das coisas, do futuro, das ações...
Costumo dizer que pessoas sem dúvidas e firmadas em verdades absolutas morreram e ainda não têm a consciência desse triste fato. Dúvida, o combustível para a mudança. O pior inimigo da ignorância. Duvidar faz bem, é saudável e altamente recomendado (por mim). Aproveitem o fato de sermos humanos e termos o benefício da não certeza e inquietação. Pobres são aqueles que desfrutam da paz que só as verdades absolutas proporcionam.

(Não me responsabilizo por eventuais erros nas minhas menções sobre física, eu curso jornalismo)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

5 dias de domingo


Crônica feita hoje para minha aula de técnicas de comunicação.

Queria começar esse texto contando algo divertido que tivesse acontecido comigo nessa semana. Contudo, como transformar algo decepcionante em relativamente engraçado? Alguns diriam que isso é praticamente impossível, outros achariam graça só pelo fato da desgraça ter acontecido com outra pessoa (ah, diariamente me deparo com a desgraça pelos corredores da minha adorada faculdade).

Começarei então fazendo um breve resumo da minha semana: Passei belos cinco dias úteis deprimida e ouvindo The Smiths (uso recorrentemente a palavra “deprimida” como algo genérico, não sofro necessariamente de algum transtorno que me faça constantemente triste e cabisbaixa). O que mais me irrita nesses dias nublados é a alegria exagerada das outras pessoas. Por que todo mundo tem a obrigação de ser feliz o tempo todo? Você não pode passar em paz por um dia ruim, que logo perguntam o que aconteceu. Quando a resposta que se dá é “prefiro não falar sobre isso, depois eu melhoro”, conclusões precipitadas são logo tiradas. “Mas nós somos amigas!” ou “pensei que você confiasse em mim” foram duas frases desnecessariamente ouvidas ao longo desse final de agosto. Então, creio que esse pequeno texto trate-se de um apelo: Deixem as pessoas viverem a fossa delas em paz!

Ser diariamente sorridente e de bem com a vida é algo extremamente irritante para aqueles, que como eu, eventualmente acordam de mau humor. “Sorria, você está sendo filmado” é uma ótima frase para elevadores, mas não a leve tão a sério. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mau humor


Acho que ouço diariamente alguém dizer "Raíssa, você é muito dramática, deixa disso". Mas encarecidamente peço que me digam por que a vida insiste em jogar as coisas na minha cara da pior maneira possível. Se for pra dar errado, não dá simplesmente errado. O destino, a vida, os astros, qualquer merda do tipo, conspira para que tudo aconteça da pior forma. 

É exagero? Vou lhes contar uma história banal do dia-a-dia. Geralmente eu saio de casa atrasada para a faculdade (não importa se eu acordo cedo, programo a roupa que vou vestir ou saio até mesmo sem comer, acabo saindo atrasada). Me desloquei até o ponto do 439, ônibus de ótima categoria, nunca é quente demais e muito menos cheio, como um bom exemplo de transporte público do Rio de Janeiro, e saltei no meu ponto. Após ficar quase 40 minutos em pé dentro de uma lata de sardinha abafada pelo calor infernal carioca, saio do ônibus como quem pisa em terra firme pela primeira vez em anos. E... Dou a topada do ano numa pedra! Eu estava de rasteirinha, foi a 1ª vez no ano em que saí de rasteirinha. Ah, era um dos meus primeiros dias de aula na faculdade e eis que chego com o pé sangrando. Uma história banal, não acham? Mas infelizmente esses fatos corriqueiros estão carregados de certo drama pessoal e apelo ao meu pessimismo.

 Quando acontecem coisas do tipo com outras pessoas, talvez elas não tenham essa cara. Talvez outra pessoa topasse o dedão na pedra e falasse "como sou idiota, vivo me machucando kakakaaka". Porém, quando se trata de um dos meus comentários, é normal ouvir: "Droga de dia. A porcaria do meu dedão ta sangrando, fiquei menstruada hoje de manhã, perdi o ônibus e ainda to com essa droga de blusa que furou vindo pra cá. Merda de dia. Tem tylenol? Minha cabeça começou a doer”.

O lado bom é que isso acrescenta algum humor a vida bonitinha em que tudo dá certo daquele meu amigo que gosta de me zoar. E se eu não acrescentei nada? Meu dia ta muito ruim para ainda me dar o trabalho de lhe agradar.

domingo, 19 de agosto de 2012

Palavras não formam bons títulos


Como já disse anteriormente, e agora tenho a plena capacidade de repetir, se palavras fossem suficientes seriam quaisquer coisas, menos palavras. Delas surgiriam qualquer combinação, menos fonemas, letras ou variantes. Se palavras fossem o suficiente, não se chamariam palavras.

Hoje dormirei com o cheiro que não é meu. Que, na verdade, nunca foi e nunca será. Hoje, das minhas incertezas surgiu o que sempre soube. Salgadas foram as minhas palavras, tal como as minhas lágrimas.

Por que esperar o certo da incerteza que nem ao menos cabe a mim? Mas mesmo assim ainda sinto a pendência dentro da minha sempre inquieta alma. Seria eu o assombramento de meus piores pesadelos? Ou seria eu apenas um ser humano tentando buscar felicidade na incerteza?

Tenho uma breve teoria de que o incerto não existe. No fundo, temos completa certeza daquilo que queremos. Se há dúvida, ela se faz porque achamos que podemos querer outra coisa.
Mas, quem quer ser outra coisa de um alguém? Ninguém que tenha o mínimo de amor próprio. Ninguém quer fazer parte de uma incerteza.

“E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?"
Aí, não poderei ser eu. Não estarei na função de ser humano. Pois, a nós, cabe a função de errar, errar mais uma vez e depois aprender alguma coisa. A nós, cabe o destino de estar completamente imerso ao que pode, e muitas vezes deve dar errado.
Tudo começa com um prazo de validade, porém algumas coisas são fadadas ao fracasso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Psiquê e Eros



Dentre tantas histórias que eu amo e fazem parte da mitologia grega, a de Eros e Psiquê é de longe a minha preferida.
E Psiquê, pode até fazer um monte de bobagens no seu caminho para conquistar Eros , mas acho que ela representa muito o que o ser humano é. Pois ela erra, sofre, tenta se corrigir, ouve até mesmo os conselhos de outros para tentar alcançar sua tão sonhada felicidade ao lado de seu amado. E por mais que esteja sempre caindo e até mesmo pensando em desistir da vida, toma seu sofrimento como impulso para prosseguir.
Acredito que um personagem assim não tenha saído na imaginação de um povo, mas seja uma representação do que somos e do que tentamos fazer para dar sentido a nossas vidas.  E por mais rica em personagens que a mitologia grega seja, Psiquê sempre será a minha preferida.

Aqui vai um trecho que eu acho muito interessante sobre o significado do nome "psiquê":
"Em grego 'psiquê' significa tanto 'borboleta' como 'alma'. Uma alegoria a imortalidade da alma, como a borboleta que depois de uma vida rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um belo aspecto da primavera. É considerada a alma humana purificada pelos sofrimentos e preparada para gozar a pura e verdadeira felicidade."

A história para aqueles que não a conhecem: http://www.angelfire.com/la/psique/mito.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Palavras pequenas.


Acho que essa noite fiz algo que devia a mim há séculos: Fui franca comigo mesma. Não neguei, não criei dramas e muito menos assumi o papel de pobre e mísero ser humano que não sou. Hoje rompi as barreiras de mim mesma. Me vi por outro ângulos, outras formas.

O que de mais incrível pude reparar, é que as palavras não cabem em frases. Essas malditas não cabem em lugar algum. Pessoas e mais pessoas tentam atribuir significados ao que não pode e não deve ser descrito através delas. Porque, no fundo, sabemos que essas desgraçadas não servem para nada.

Nós não queremos ter pessoas, queremos palavras para justificar o querer. Queremos mostrar o que está por dentro e não pode vir à tona. Essas ordinárias são a exposição da pior forma que pode existir. São a nudez do pensamento.

Apesar das insuficientes letras em que insistimos atribuir significado, continuamos a emitir as inúteis palavras. Mas que elas rompam barreiras, ultrapassem ignorâncias e mudem o imutável. Que de inúteis sílabas surja o conhecimento. Que uma ou duas meras palavras possam ser o que não podemos ser.

Que o que há de melhor em mim vá além de obstáculos, aparente beleza e personalidades mediocremente interessantes. Pois através de tudo o que eu sentia nasceu a palavra, e dela surgiu tudo o que sempre desejei tornar palavra.
                                                                                                             

sábado, 14 de julho de 2012

Platonismo de uma noite


Se indícios bastassem e fossem satisfatórios, eu me apegaria a eles. Sem o drama cotidiano, o desamor que o tempo provoca e o desgaste da vida. Me satisfaria com o que pareceu ser, o amor platônico momentâneo. Pois, quem verdadeiramente ama, se o faz corretamente, é à distância. Sem o sentimento de posse. É a fuga do real. Tentativa de transcender o espírito humano egoísta.
Então, o que valeria mais, um dia incrível ou uma vida de acomodado casal?
Ou seria o medo do desgaste apenas uma desculpa para aquilo que não se tem coragem de fazer? A respeito disso, não sou eu, o ser humano com mais problemas em relacionamentos que responderei. A respeito disso, o tempo, como bom e velho clichê, poderá garantir boas respostas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nada.
   Consegue imaginar a sua vida cercada por uma imensidão de nada?
   Apesar dos afazeres cotidianos e "obrigações", sinto minha vida sendo cada vez mais preenchida pelo vazio. Pela vontade de tornar o que eu vivo, sinto e penso em algo extraordinário. Apenas pela vontade. No fundo, está tudo oco. 
Há armários, despensas, prateleiras, quartos desocupados, tudo dentro da casa que chamo por "eu". Porém, não há habitantes. Há hospedeiros, passageiros. Temporários. Se dizem que na vida o que temos de mais importante é o tempo, digo então que dele estou farta. Cheia da espera que nunca acaba, dos moradores que nunca vêm. Completa e totalmente preenchida de tempo. Que não é gasto da maneira que preciso. Que se vai da na mesma rapidez em que vem.
Cheia de tempos, vazia de vida.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


"É injusto que se apeguem a mim, embora o façam com prazer e voluntariamente. Eu iludiria aqueles em quem despertasse desejo, pois não sou o fim de ninguém e não tenho com o que satisfazê-Ios. Não estou eu pronto a morrer? E, assim, o objeto do apego dessas pessoas morrerá. Logo, quando não seria eu culpado por fazer crer numa falsidade, embora eu a adoçasse e acreditasse nela com prazer, e que ela me desse prazer, ainda assim sou culpado de me fazer amar. E, se atraio as pessoas para que se apeguem a mim, devo advertir aqueles que estariam prontos a consentir na mentira de que não devem acreditar, qualquer que seja a vantagem que daí me advenha."
BLAISE PASCAL

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Ao perceber o quão inédito era o que estava vivendo, quis parar o tempo, ficar com o momento. Não que a companhia fosse a que ela quisesse, ou da forma que esperasse, mas as atitudes fizeram a diferença. Das formas erradas surgiram os esboços certos, nos sentimentos inapropriados. Ela estava aprendendo a se comportar. Estava escolhendo as lembranças…desobedecendo ao politicamente correto. Ela não se importava. Ela sonhava em meio aos pesadelos,desaparecia por trás da fumaça do desespero e desapego. Ela busca algo,sem esperar por nada.

 Texto escrito em fevereiro do ano passado

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Elizabeth ouviu-a em silêncio, mas não ficou convencida. A atitude delas no baile não correspondia exatamente àquela que seria de esperar de alguém que desejasse agradar. Dotada de um sentido de observação mais vivo e de um temperamento menos dócil do que a irmã, além de um espírito crítico impessoal demais para se deixar arrastar por simpatias, ela sentia-se pouco disposta a acolhê-las de braços abertos."  Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Acho que quem leu "O apanhador no campo de centeio" e gostou de cara do livro, não entendeu a temática central.
Na noite em que terminei de ler o livro, tive insônia. São raros os meus casos de falta de sono, pois sou uma preguiçosa nata. Acontece que a história ficou se repassando pela minha cabeça. Qual o objetivo de uma pessoa ao escrever um livro, criar uma história toda voltada pro final do enredo e nada,simplesmente NADA acontecer? Por que o personagem principal bola vários planos na cabeça dele e, no final, continua vivendo sua vida normal?
O final do livro quebra toda a sua expectativa e causa raiva. Achei o personagem principal o mais babaca dos seres humanos existentes. Fiquei furiosa por ter gasto meu tempo com algo tão decepcionante.
 Foi quando eu percebi que a maioria de nós tem as mesmas atitudes de Holden Caulfield. Quem se decepciona, é porque se vê um pouco em Holden. Por que, muitas vezes, o que não nos falta é vontade de mudar. De virar tudo de ponta cabeça. De bagunçar um pouco a monotonia que são nossos dias . É a vontade de fazer da vida algo extraordinário. Só que, então, quebramos nossas próprias intenções de mudança. Voltamos pra casa, cumprimos com nossa rotina e tarefas diárias. E ai de quem  dentre nossos conhecidos ousar a quebrar as rotinas.  Criticamos por invejar aqueles que fogem à regra da "vida normal".

 Ser um pouco como o Holden Caulfield é ser um pouco ser humano.


sábado, 7 de abril de 2012

"Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas." Jane Austen

domingo, 1 de abril de 2012


"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria." 


Sentimental
24 de setembro.
Estava na praça Afonso Pena,na Tijuca, esperando o ônibus que junto aos meus amigos me levaria ao Rock in Rio.
Um homem de cabelos cacheados e rebeldes, que usava um nariz de palhaço, nos aborda e pede informações sobre como chegar ao local que ele queria ir.
O tal homem tira uma caixinha de papelão do bolso e pede para que nós pegássemos um papelzinho de dentro dela. Eu perguntei: " o que é isso?". Ele me respondeu: "É um presente; um passado,ou um futuro." 


É tão estranho alguém romper com o seu cotidiano ao entregar um simples papel com uma simples mensagem de realidade humana.
"Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só." 
A hora da estrela - C. L.