quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nada.
   Consegue imaginar a sua vida cercada por uma imensidão de nada?
   Apesar dos afazeres cotidianos e "obrigações", sinto minha vida sendo cada vez mais preenchida pelo vazio. Pela vontade de tornar o que eu vivo, sinto e penso em algo extraordinário. Apenas pela vontade. No fundo, está tudo oco. 
Há armários, despensas, prateleiras, quartos desocupados, tudo dentro da casa que chamo por "eu". Porém, não há habitantes. Há hospedeiros, passageiros. Temporários. Se dizem que na vida o que temos de mais importante é o tempo, digo então que dele estou farta. Cheia da espera que nunca acaba, dos moradores que nunca vêm. Completa e totalmente preenchida de tempo. Que não é gasto da maneira que preciso. Que se vai da na mesma rapidez em que vem.
Cheia de tempos, vazia de vida.

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