sábado, 14 de julho de 2012

Platonismo de uma noite


Se indícios bastassem e fossem satisfatórios, eu me apegaria a eles. Sem o drama cotidiano, o desamor que o tempo provoca e o desgaste da vida. Me satisfaria com o que pareceu ser, o amor platônico momentâneo. Pois, quem verdadeiramente ama, se o faz corretamente, é à distância. Sem o sentimento de posse. É a fuga do real. Tentativa de transcender o espírito humano egoísta.
Então, o que valeria mais, um dia incrível ou uma vida de acomodado casal?
Ou seria o medo do desgaste apenas uma desculpa para aquilo que não se tem coragem de fazer? A respeito disso, não sou eu, o ser humano com mais problemas em relacionamentos que responderei. A respeito disso, o tempo, como bom e velho clichê, poderá garantir boas respostas.

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