Crônica feita hoje para minha aula de técnicas de comunicação.
Queria começar esse texto contando algo divertido que
tivesse acontecido comigo nessa semana. Contudo, como transformar algo
decepcionante em relativamente engraçado? Alguns diriam que isso é praticamente
impossível, outros achariam graça só pelo fato da desgraça ter acontecido com
outra pessoa (ah, diariamente me deparo com a desgraça pelos corredores da minha
adorada faculdade).
Começarei então fazendo um breve resumo da minha semana:
Passei belos cinco dias úteis deprimida e ouvindo The Smiths (uso
recorrentemente a palavra “deprimida” como algo genérico, não sofro
necessariamente de algum transtorno que me faça constantemente triste e
cabisbaixa). O que mais me irrita nesses dias nublados é a alegria exagerada
das outras pessoas. Por que todo mundo tem a obrigação de ser feliz o tempo
todo? Você não pode passar em paz por um dia ruim, que logo perguntam o que
aconteceu. Quando a resposta que se dá é “prefiro não falar sobre isso, depois
eu melhoro”, conclusões precipitadas são logo tiradas. “Mas nós somos amigas!”
ou “pensei que você confiasse em mim” foram duas frases desnecessariamente
ouvidas ao longo desse final de agosto. Então, creio que esse pequeno texto
trate-se de um apelo: Deixem as pessoas viverem a fossa delas em paz!
Ser diariamente sorridente e de bem com a vida é algo
extremamente irritante para aqueles, que como eu, eventualmente acordam de mau
humor. “Sorria, você está sendo filmado” é uma ótima frase para elevadores, mas
não a leve tão a sério.
