Se indícios bastassem e fossem satisfatórios, eu me apegaria a
eles. Sem o drama cotidiano, o desamor que o tempo provoca e o desgaste da
vida. Me satisfaria com o que pareceu ser, o amor platônico momentâneo. Pois,
quem verdadeiramente ama, se o faz corretamente, é à distância. Sem o
sentimento de posse. É a fuga do real. Tentativa de transcender o espírito
humano egoísta.
Então, o que
valeria mais, um dia incrível ou uma vida de acomodado casal?
Ou seria o medo do
desgaste apenas uma desculpa para aquilo que não se tem coragem de fazer? A
respeito disso, não sou eu, o ser humano com mais problemas em relacionamentos
que responderei. A respeito disso, o tempo, como bom e velho clichê, poderá
garantir boas respostas.