"... Mas ainda que neste outono as folhas
de cerejeira sejam tingidas de amarelo ou vermelho e acabem caindo, é errado
pensar que com isso a própria vida da cerejeira tenha acabado, ou que a vida da
própria cerejeira pereceu na imundície da terra. Enquanto existir vida da
cerejeira, infalivelmente chega a primavera, ainda que todas as folhas
fenomênicas tenham caído e a árvore apresente uma cena triste, desoladora. A
verdadeira cerejeira não são as folhas, nem seu tronco. A verdadeira cerejeira
é sua própria vida, invisível. Ainda que seu tronco e sua raiz acabem
secando-se e sejam consumidos como lenha, enquanto existir a vida da cerejeira,
em algum lugar ela tornará a brotar, desenvolver-se-ão seu tronco, ramos,
folhas e um dia as flores voltaram a desabrochar magnificamente." (TANIGUCHI, M. - Jovens: A
verdade - pg. 76)
