segunda-feira, 30 de abril de 2012

Acho que quem leu "O apanhador no campo de centeio" e gostou de cara do livro, não entendeu a temática central.
Na noite em que terminei de ler o livro, tive insônia. São raros os meus casos de falta de sono, pois sou uma preguiçosa nata. Acontece que a história ficou se repassando pela minha cabeça. Qual o objetivo de uma pessoa ao escrever um livro, criar uma história toda voltada pro final do enredo e nada,simplesmente NADA acontecer? Por que o personagem principal bola vários planos na cabeça dele e, no final, continua vivendo sua vida normal?
O final do livro quebra toda a sua expectativa e causa raiva. Achei o personagem principal o mais babaca dos seres humanos existentes. Fiquei furiosa por ter gasto meu tempo com algo tão decepcionante.
 Foi quando eu percebi que a maioria de nós tem as mesmas atitudes de Holden Caulfield. Quem se decepciona, é porque se vê um pouco em Holden. Por que, muitas vezes, o que não nos falta é vontade de mudar. De virar tudo de ponta cabeça. De bagunçar um pouco a monotonia que são nossos dias . É a vontade de fazer da vida algo extraordinário. Só que, então, quebramos nossas próprias intenções de mudança. Voltamos pra casa, cumprimos com nossa rotina e tarefas diárias. E ai de quem  dentre nossos conhecidos ousar a quebrar as rotinas.  Criticamos por invejar aqueles que fogem à regra da "vida normal".

 Ser um pouco como o Holden Caulfield é ser um pouco ser humano.


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